Você sabe a diferença entre TPM e TDPM?

A tão alarmante TPM é bem conhecida por todos — sobretudo pelas mulheres que padecem dela. Irritação, dores musculares, enxaquecas, ataques de gula, grandes obstáculos para dormir, inchaços, humor depressivo e cansaço são alguns dos sintomas apresentados.

E como médico psiquiatra garanto que não se trata de um exagero, como alguns homens podem pensar: sua existência, com tantos sinais e sintomas, já tem sua fisiopatologia comprovada.

Aquele conjunto de sintomas, quando acentuados, transformam-se em uma síndrome que requer muita atenção, a ser diagnosticada: o TDPM ou transtorno disfórico pré-menstrual. Você sabe o que é isso? Leia o post e descubra mais sobre a “TPM mais severa” que atinge uma menor parcela da população feminina, mas com intensidade muito maior.

Veja as principais diferenças entre TPM e TDPM

A principal diferença é a intensidade dos sintomas, que são os mesmos da TPM comum. A variação hormonal dos índices de progesterona e estrogênio, somada à ovulação, está diretamente relacionada todo esse grande desequilíbrio.

No caso da TDPM, existem um importante compoente genético. De acordo com uma pesquisa feita pelos Institutos Nacionais da Saúde dos Estados Unidos (NIH), um grupo de genes está presente em uma parcela menor de mulheres. E afeta a maneira como os hormônios sexuais (estrogênio e progesterona) interagem com o funcionamento celular.

O receptor da serotonina, um dos neurotransmissores responsáveis por regular o humor (e também o sono e a concentração), é alterado, proporcionando um grande aumento de sintomas, como a irritabilidade e a depressão. Os fatores biológicos, então, tem papel fundamental nas alterações comportamentais de que sofrem essas mulheres.

Saiba como diagnosticar a TDPM

O diagnóstico pode ser feito analisando-se a presença dos seus sintomas. A mulher precisa apresentar ao menos cinco dos seguintes sintomas, sendo que um deles deve estar entre os quatro primeiros da lista.

Os sintomas devem ser identificados de maneira severa para que se qualifique em TDPM:

  • Alterações de humor, tendências a depressão, pensamentos negativos e autodepreciativos, falta de esperança;
  • Nervos aflorados e ansiedade intensa;
  • Instabilidade afetiva;
  • Aumento nos conflitos das suas relações, altos níveis de irritabilidade e sentimento de raiva;
  • Falta de interesse pelas atividades da rotina;
  • Falta de foco e dificuldade de concentração aumentada;
  • Fadiga excessiva e sentimento de “falta de energia”;
  • Ataques de gula acentuados, excessos e desejos por determinados alimentos;
  • Dificuldades intensas para dormir, insônia;
  • Sentimento de que as emoções estão fora do controle;
  • Inchaços, dores nas mamas, dores musculares ou articulares, dores de cabeça e/ou enxaquecas e aumento de peso.

Caso identifique a presença dos sintomas, o movimento ideal é procurar seu psiquiatra para saber como lidar com o quadro de humor e comportamental.

Entenda suas formas de tratamento

Ainda não existe um tratamento único padrão para quem sofre com a TDPM. Por essa razão, é importante ter um acompanhamento médico individualizado.

Para as questões de humor, irritação e nervosismo, o psiquiatra poderá receitar remédios que não provoquem dependência ou sedação, tratando o mecanismo por trás dos sintomas — em casos de humor depressivo, por exemplo.

As medicações mais indicadas e que costumam funcionar bem são antidepressivos, medicamentos que modular o limiar de dor, estradiol e progesterona. Podem ser receitadas também uma série de vitaminas (complexo B), minerais e aminoácidos.

A meditação também pode colaborar, especialmente do tipo mindfulness. A acupuntura também pode ser um tratamento complementar.

Algumas dicas para amenizar os sintomas

Algumas atitudes podem ajudar a aliviar esses sintomas e proporcionar dias menos sofridos, especialmente na alimentação. Aumente o consumo de fibras, e reduza a ingestão de cafeína e sal. Também não é recomendado abusar das bebidas alcoólicas ou de leite e seus derivados. A ingestão de chocolate amargo e mel é permitida.

Praticar exercícios também pode ajudar, já que eles colaboram com a elevação dos níveis de endorfina, melhorando o humor, a dor e o sono. Se possível, procure desacelerar sua rotina, afaste-se do estresse e aposte em técnicas de meditação.

No seu caso você acredita ter um quadro mais parecido com TPM ou TDPM?

Você não está sozinha para enfrentar esse problema. Mude seus hábitos e busque a ajuda de um profissional a fim de lidar com a síndrome da maneira mais intensiva.

Você acha que está apresentando os sintomas de mudanças de humor, dores, indisposição e irritabilidade da TDPM? Quer ter certeza do diagnóstico e tratamento? Aproveite e agende uma consulta no CINA Psiquiatria.