Médico Formado pela USP

Saiba 5 mitos e verdades sobre a ansiedade

De acordo com organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil exibe a maior taxa de pessoas ansiosas de todo o mundo. Ao todo, são mais de 18 milhões de brasileiros que possuem algum tipo de transtorno de ansiedade.

Considerado o mal do século, o transtorno ainda é cercado de tabus e mitos que, inclusive, atrapalham os pacientes na busca por ajuda da forma adequada. Você sofre de ansiedade? Quer saber mais sobre o assunto?

Conheça 5 mitos e verdades a respeito da ansiedade e tire suas dúvidas:

1. O quadro não gera efeitos físicos

Mentira. Dependendo do grau de ansiedade e do fator que dispara uma crise, essa condição pode gerar efeitos físicos intensos, como dificuldade para respirar, tensão muscular, dores localizadas e aceleração da frequência cardíaca.

De maneira crônica, trata-se de algo que pode gerar efeitos negativos no organismo em si, como ao aumentar o risco de doenças orgânicas, inclusive aumentando os níveis do cortisol, hormônio associado ao estresse. De fato, quem sofre com o problema e com a depressão tem 60% a mais de chances de sofrer um infarto, por exemplo.

2. Fobia, estresse e ansiedade são diferentes

Verdade. É muito comum que esse quadro seja confundindo com tantos outros, mas é importante compreender que a ansiedade, a fobia e o estresse são diferetes doenças e podem acontecer mesmo em quem não sofre de ansiedade — e vice-versa.

O medo de avião, por exemplo, não necessariamente está aliado a um quadro ansioso crônico. Da mesma forma, uma pessoa com essa condição pode ter uma crise antes de voar, sem que se caracterize como sendo uma fobia de voar. Fobia é um medo irracional desencadeado diretamente por um objeto (por exemplo a água ou um inseto) ou por uma situação específica (como locais fechados ou aglomerações). Já a ansiedade é uma vivência de medo e apreensão, podendo chegar ao extremo da percepção de morte a qualquer momento, mas sem um objeto desencadeante claro.

3. Respirar corretamente ajuda a aliviar as crises

Verdade. Embora não funcionem de maneira idêntica para todas as pessoas, os exercícios de respiração podem contribuir para aliviar os sintomas e a intensidade de um ataque deansiedade.

Ao melhorar a oxigenação do cérebro e promover a percepção do momento é possível reverter, ainda que parcialmente, o padrão que leva à existência desse comportamento. Também ajuda a distrair do possível gatilho, diminuindo a frequência cardíaca e ajudando o organismo a se reequilibrar.

4. A condição não exige tratamento

Mito. Apesar de muita gente achar que esse é um quadro natural e que é manejado apenas com o tempo, é fundamental reconhecer que se trata de uma doença e de que o tratamento é absolutamente necessário para garantir a superação do quadro.

Ele deve ser conduzido por um psiquiatra, de modo que a pessoa tenha o acesso aos melhores recursos disponíveis para seu caso particular. Com isso, as crises se tornam menos frequentes e menos intensas e o paciente consegue lidar melhor com questões referentes aos gatilhos, por exemplo.

5. Tomar remédios é o único jeito de controlar o transtorno

Mito. Ao mesmo tempo em que o tratamento medicamentoso é muitas vezes fundamental, é necessário compreender que ele não é uma solução única. Embora medicações ansiolíticas sejam de grande utilidade, elas nem sempre dão conta de todos os sintomas e em alguns diagnósticos não são nem indicadas. A classe medicamentosa dos benzodiazepínicos a longo prazo deve ser evitada, pois estes podem trazer mais problemas ao paciente.

Muitas vezes é altamente benéfico realizar sessões de terapia cognitiva comportamental, que é uma técnica não invasiva e sem contraindicações. Além dela, é possível algumas vezes associar outras técnicas, como a estimulação transcraniana repetitiva — e, inclusive, nem usar a medicação — de modo a conquistar resultados consistentes e duradouros.

Ao desconstruir os mitos sobre a ansiedade, é possível lidar melhor com essa questão, de modo a favorecer a qualidade de vida.

Se você sofre com esse problema, marque uma consulta com um médico psiquiatra para começar, desde já, a realizar o tratamento mais adequado ao conhecer seu diagnóstico específico.

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